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ago 27

Atenção! Esmaltes podem causar alergia.

Fonte: Diário Web

Queridinhos de boa parte das mulheres, atualmente é difícil encontrar quem não use as unhas impecavelmente pintadas por uma infinidade de cores e texturas que são inventadas a cada dia. Prova de que caiu no gosto popular é que só a internet dispõe atualmente de 18,9 milhões de páginas falando dele e ensinando às aficionadas (e aficionados) as tendências que se multiplicam com a mesma velocidade que surgem marcas nacionais e importadas.

Mas, apesar de ter caído no gosto popular, os esmaltes não são tão inofensivos quanto tentam parecer. Eles podem sim causar alergias. Os principais causadores de reações alérgicas são o formaldeído, que está presente na resina do esmalte e tem como função dar a aderência e a durabilidade ao produto, o tolueno, que é um solvente da fórmula tradicional de esmaltes, e a mica, que é um pigmento utilizado nos esmaltes cintilantes e perolado, presentes na composição desses produtos, que podem causar vermelhidão às pessoas mais sensíveis.

O nome que se dá a esta alergia é dermatite de contato ou eczema de contato. Os principais sintomas da alergia a esmalte de unha são inchaço nas pálpebras, vermelhidão e coceira no pescoço, rosto e mãos e, em alguns casos, descamação nas palmas das mãos.

De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pró-Teste), em geral os esmaltes trazem vários componentes que podem ser prejudiciais à saúde. Por isso, foi medida a concentração dos mais prováveis de serem encontrados nesse tipo de produto e foram descobertas altas concentrações na maioria dos esmaltes testados.

As substâncias analisadas foram dibutyl phtalate (banido em cosméticos, inclusive esmaltes, em toda a Europa), nitrotoluene, toluene e furfural (compostos comprovadamente cancerígenos).

No caso do dibutyl phtalate e do nitrotoluene, não existem referências aos mesmos na legislação brasileira. Já toluene e furfural não possuem limites para uso em nossa legislação. Alguns esmaltes podem provocar alergia e câncer. Segundo a análise, substâncias que podem ser prejudiciais à saúde foram encontradas na maioria dos produtos – foram testados 12 esmaltes de três marcas conhecidas.

“Hoje, no Brasil, não temos proibição de substâncias alergênicas na sua fórmula, como acontece na Europa, por exemplo, e o consumidor está exposto a elas”, diz a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci.
Os resultados foram encaminhados para o Ministério Público Federal e, em junho deste ano, duas marcas assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta se comprometendo a substituir as substâncias que estão associadas a diversos tipos de câncer.

Sintomas

Geralmente, quem tem alergia a esmalte fica com as pálpebras vermelhas e coçando. “Para ter certeza da alergia, é necessário fazer um teste de contato”, diz a dermatologista Isabel Martinez.

Na maioria das vezes, quando esses sintomas aparecem, as pessoas costumam confundi-los com alergia à maquiagem ou até outro problema de pele, quando, na verdade, o problema é o esmalte.

Se isso ocorrer, a saída é suspender seu uso e fazer o teste para detectar qual a substância que causa a alergia, entre elas o formaldeído e as resinas presentes no esmalte. E não são somente os esmaltes coloridos que causam reações: bases incolores e coberturas também contêm tolueno e formaldeídos, e podem provocar quadros alérgicos.

Além das alergias, as substâncias de origem duvidosa contidas nos esmaltes podem provocar enfraquecimento das unhas, de acordo com o dermatologista João Roberto Antonio, professor emérito da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital de Base.

Fator de proteção

O esmalte funciona como um fator de proteção para a unha. “Manter as mãos e as unhas bonitas, com aspectos saudáveis e boa aparência, é o ideal para toda mulher. O esmalte protege a unha, funcionando como uma camada protetora, mas precisa ser de boa qualidade”, diz o dermatologista João Roberto Antonio.

O importante é o uso de esmaltes que não contenham ingredientes corrosivos e observá-lo como um possível agente causal de alergia. O mesmo vale para o uso excessivo de esmalte. “Seria interessante não usá-lo direto e sim deixar as unhas alguns dias totalmente livre para que ocorra uma melhor recuperação de sua superfície”, complementa.

O uso excessivo de acetona também é outro fator que apresenta as mesmas condições: deixa as unhas ressecadas e quebradiças, dada sua ação e composição química, que tornam-se muito fortes nessas circunstâncias. “Tudo isso deve ser considerado em relação ao uso precoce de esmaltes, fato cada vez mais comum entre as crianças”, diz Antonio.

Vantagem dos hipoalergênicos

Pensando nas mulheres que sofrem com alergia e não podem usar esmaltes convencionais, mas querem estar com as unhas sempre bonitas, foram criados os esmaltes hipoalergênicos, ou livres das substâncias formaldeído, dibutilftalato e tolueno. Hoje em dia, já é fácil encontrar uma quantidade razoável de marcas com linhas específicas destes produtos, inclusive lançando versões hipoalergênicas das tendências em cores de esmaltes ou, então, com fórmula livre de tolueno e formaldeído.

O problema é que eles costumam ser bem mais caros que as versões comuns.
A coordenadora da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, recomenda que é importante ficar atento aos rótulos – até mesmo nas versões antialérgicas – para evitar surpresas.
À base de água

Já existem também no mercado esmaltes que não têm o cheiro característico de esmalte e saem com acetona ou água quente. A empresa garante que não sai no banho e sim quando você mergulha as unhas na água quente por um tempinho. Basta puxar e ele sai, como um adesivo. O esmalte à base de água pode ser utilizado por todo tipo de pessoa, inclusive crianças pequenas, pois, além de hipoalergênico, ele é atóxico.

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