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Alergia sob controle
Reconheça seu tipo de alergia pelos sintomas e aprenda como mantê-los bem longe...
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Alergia
Seção de Informações para Alérgicos
mais vale uma alergia (de preferência pequena) do que
um colapso do nosso precioso sistema imunológico.      

O SISTEMA IMUNOLÓGICO

Desde os primórdios da evolução da nossa espécie estamos em disputa para nos alimentar e, simultaneamente nos proteger de outros organismos que buscam a mesma coisa que nós.

A raça humana vem predominando as demais em larga escala e hoje nos asseguramos de uma ampla vantagem, não só pela forma organizada de produção dos nossos alimentos, mas também por toda a tecnologia que nos assegura este domínio, no que pese a força, a agilidade e a outros atributos notáveis das demais espécies.
Vencemos? - Achamos que sim, pelo menos em nossa macro escala. Entretanto, em um outro front a guerra continua feroz, muito ativa e no qual, freqüentemente, temos sofrido fragorosas derrotas: O mundo dos microorganismos, constituído de seres vivos que também se desenvolvem a custa de outras espécies inclusive o homem.
Ainda neste universo microscópico existem também muitas outras substâncias incompatíveis com a nossa fisiologia e portanto danosos a nossa saúde. Todos já ouvimos falar de substâncias tóxicas e venenosas que devem ser evitadas a todo custo. Em resumo, estamos sofrendo um contínuo ataque de microorganismos e outras substâncias que nos são prejudiciais.

Afortunadamente temos um extraordinário sistema de defesa, permanentemente vigilante, rápido e silenciosamente eficiente, sem o qual não haveria condições de nos manter como somos. Devemos a este sistema a nossa vida, tal é o poder a diversidade de formas dos elementos que nos ameaçam continuadamente.
  Estamos cercados por agentes físicos químicos biológicos e até emocionais que podem nos levar a desencadear patologias. Para enfrentar esta situação, o nosso organismo possui um sistema responsável pela sua proteção, de importância vital, conhecido como sistema imunológico.
Esta defesa, chamada de SISTEMA IMUNOLÓGICO, é constituída por uma grande diversidade de células específicas além de diversas substâncias que são produzidas no combate às agressões. A atividade deste sistema é conhecida como RESPOSTA IMUNOLÓGICA e é tão eficiente que na maioria absoluta das vezes, as reações não chegam a serem percebidas.
  Os anticorpos IgE circulam no sangue e também se fixam em dois tipos diferentes de células: MASTÓCITOS, localizadas no nariz, pulmões, pele e trato gastrintestinal e BASÓFILOS, encontrados principalmente no sangue. Neste processo imunológico são produzidas diversas substâncias importantes para o perfeito funcionamento do sistema imunológico, inclusive a HISTAMINA que auxilia uma maior circulação sanguínea (aumento da permeabilidade vascular observada pela vermelhidão que acompanham as inflamações).
Como todo bom sistema de defesa, o nosso Sistema Imunológico também possui sentinelas de prontidão para identificar a presença de elementos suspeitos (chamadas de ALERGÊNICO ou ANTÍGENO). Neste sistema, as sentinelas são as células LINFÓCITOS que sempre que percebem algo estranho induzem a produção de proteínas especificamente desenvolvidas para cada tipo de alergênico. Estas proteínas (conhecidas como ANTICORPOS IgE) conseguem destruir e, posteriormente eliminar as substâncias nocivas.
  O sistema imune é o instrumento pelo qual o corpo diferencia o que é próprio e o que é não próprio e destrói o que for estranho. Os componentes funcionais importantes incluem vários tipos de células, tecidos, proteínas e peptídeos.


 1  - Quando um alérgeno entra em contato com uma pessoa, seja pelo aparelho respiratório, digestivo ou cutâneo, o sistema de defesa o encara como uma ameaça  2  - Os LINFÓCITOS alertam e iduzem a produção de anticorpos IgE para destruiçao desta ameaça.
 3  - Os anticorpos IgE encaixam-se nas "fechaduras" dos MASTÓCITOS, células presentes nos tecidos do corpo, liberando altas doses de HISTAMINA na corrente sanguínea.  4  - A histamina causa irritações na pele, nas mucosas e em diversos órgãos internos do corpo.  5  - A maioria dos medicamentos age para combater a ação das histaminas

Infelizmente, como todos os demais componentes e sistemas do nosso organismo, o Sistema Imunológico pode também apresentar eventualmente deficiências de pequena ou grande importância.

Uma destas deficiências traduz-se em uma resposta exagerada a uma substância pouco ou mesmo em nada perigosa para a nossa saúde. Um alerta falso dos vigilantes (linfócitos) desencadeia uma produção exagerada de anticorpos IgE e todo o processo que seria necessário para o combate a agressão que de fato não existe. Em outras palavras, o que começa em um pequeno engano transforma-se em uma grande confusão.

A esta resposta desnecessária dá-se o nome de REAÇÃO ALÉRGICA e todos que sofrem desta disfunção são denominados de pessoas ALÉRGICAS.
  Alergia é uma reação exagerada do organismo frente a estímulos comuns do ambiente, como componentes da poeira, elementos do ar (polens, fungos), alimentos ou medicamentos, por exemplo. Existem diversas formas dessa reação se manifestar, caracterizando as várias apresentações das doenças alérgicas.
Grande parte das manifestações alérgicas ocorre em pequena escala e na maioria das vezes passam inteiramente desapercebida, a não ser por pequenas coceiras ou vermelhidões ocasionais. Em outras situações porém os inconvenientes tomam outra dimensão que precisam ser cuidadas pelo alto desconforto causado e até mesmo pelo risco para as pessoas que sofrem deste problema.

As substâncias capazes de causar reações em pessoas alérgicas são chamadas de ALÉRGENOS e podem estar presentes em diversas situações classificadas como:

  • Poeira doméstica, fungos, ácaros, pelos de animais, polens
  • Digestivos: Alimentos (trigo, ovos, cítricos, chocolate, pescado, soja e medicamentos como penicilina e aspirina)
  • Infectantes: Parasitas, bactérias, vírus.
  • Infetáveis: Medicamentos, venenos por picadas de insetos
  • Através de contato da pele: Cimento, cromo, níquel, cosméticos...


  • A ciência ainda não compreendeu completamente o que provoca a falha do Sistema Imunológico e que leva a alergia. Intensas pesquisas continuam em desenvolvimento para encontrar curas definitivas. É importante lembrar sempre que mais vale um sistema imunológico deficiente do que nenhum, o que seria fatal.
      Existem diversas reações de hipersensibilidade, ou seja, respostas imunes exageradas que destroem o próprio hospedeiro. Estas respostas são agrupadas de acordo com uma classificação segundo os mecanismos imunes desenvolvidos na reação. As Alergias pertencem a primeira classe - Tipo I, ou hipersensibilidade imediata. As demais são:
    Tipo II, ou sensibilidade mediada por anticorpo;
    Tipo III, ou hipersensibilidade mediada por imunocomplexos;
    Tipo IV, ou hipersensibilidade celular.
    O Sistema Imunológico está sujeito a outras disfunções que não devem ser confundidas com a alergia e portanto requerem abordagem diferente. Os profissionais médicos estão capacitados aos diagnósticos e tratamentos necessários.

    Como ocorrem as reações dentro do nosso corpo

     1  - No primeiro momento, o que temos é a sua fase de sensibilização, que acontece quando a exposição a um antígeno induz a produção da imunoglobulina E, ou seja, um anticorpo que se liga ao antígeno e aos mastócitos e basófilos, que são células presentes nos tecidos que tem a função de mediadores inflamatórios.

     2  - Após estarem presentes em nosso organismo, a lesão tecidual dos antígenos é causada pelos seus mediadores inflamatórios, como a histamina, uma atuante das células endoteliais que provoca a sua contração e dessa maneira, aumenta a permeabilidade vascular
     3  - Estes mediadores são liberados pelos mastócitos e basófilos após a ligação ao IgE que está acoplada a superfície da célula. Todo este sistema irá desencadear um processo que aumenta a permeabilidade vascular, causando vasodilatação e contração da musculatura lisa, seja esta local ou sistemática, isso irá depender do local onde foi feita a exposição ao antígeno. É nessa hora que o nosso organismo irá apresentar os sintomas visíveis de uma reação alérgica, que irão desde uma urticária até um choque anafilático.

    Como as pessoas ficam alérgicas

    Apesar de poder surgir pela primeira vez em qualquer idade, as alergias geralmente aparecem na infância. Podem desaparecer e ressurgir depois de muitos anos de inatividade.

    Diversos fatores estão associados aos sintomas da alergia, tais como estímulos ambientais (fumaça de cigarro, hormônios, perfumes, corantes...), stress e outros. Observa-se que a alergia é hereditaria. Assim, se seus pais têm alergias, você também poderá desenvolvê-las.

    Principais reações alérgicas

  • Urticárias: placas avermelhadas pelo corpo que provocam intensa coceira.
  • Rinite Alérgica: coceiras no nariz, espirros sucessivos, coriza e congestionamento da mucosa nasal, dificultando a respiração.
  • Asma Brônquica: tosse, chiado no peito e dificuldade de respirar provocada pela contração dos brônquios.
  • Distúrbios do aparelho digestivo: náuseas, cólica, vômito e diarréia, que podem ocorrer nesta seqüência ou separadamente.
  • Edemas: inchaço e vermelhidão das mucosas, como lábios, pálpebras e orelhas.
  • Edema de glote: inchaço na cavidade interna (mucosa) da garganta, provocando dificuldade respiratória.
  • Choque anafilático: reações generalizadas e agudas (desenvolvem-se em poucos minutos) começam com coceira nas mãos, gosto de metal na boca, tosse, coceira no corpo, cólica, desmaio e possível parada cardiorrespiratória.


  • Portanto, atenção com os seguintes sintomas:

  • Crises de espirros
  • Nariz entupido
  • Coriza
  • Tosse
  • Coceira e lacrimejar dos olhos
  • Coceira na garganta e no nariz
  • Gotejamento pós-nasal
  • Coceira na pele e erupções cutâneas
  • Urticárias
  • Edema (inchaço) nos lábios ou nas pálpebras (angioedema)
  • Dor abdominal e diarréia, principalmente na infância


  • Alguns sintomas característicos de outras patologias também podem ser decorrente de sensibilização alérgica:

  • Conjuntivite (olhos vermelhos, lacrimejamento)
  • Faringites
  • Sinusites e otites
  • Linhas escuras sob os olhos
  • Cólicas no estômago, ansiedade ou falta de ar em reações anafiláticas.


  • Diagnosticando o Problema

    Se você suspeita que os seus sintomas são provocados por alguma alergia, o melhor a fazer é marcar uma consulta com um médico especialista no diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas (alergista) ou um médico especialista na área do corpo onde está ocorrendo os sintomas (otorrinolaringologista, dermatologista ou um pneumologista).

    Quando o especialista descobrir a causa do problema, os sintomas poderão ser prevenidos ou controlados com o tratamento, melhorando bastante a qualidade de vida da pessoa alérgica.

    E para tratar a alergia?

  • A primeira coisa que devemos saber é que um alergeno, ou seja, um causador de alergia pode ser um produto ou substancia que estão freqüentemente presentes nossa vida cotidiana, como por exemplo componentes da poeira, elementos do ar (pólens e fungos), alimentos ou medicamentos. Existem ainda outros fatores que podem estar ligados aos sintomas de alergias, como o estímulo do ambiente (alergenos e irritantes) fumaça de cigarro, hormônios, perfumes e stress, entre outros.
  • Segundo, as alergias podem ter origem genética ou se desencadearem durante a vida das pessoas, na maioria das vezes aparecem na infância mas podem ficar anos sem aparecer e depois disso retornar.
  • Depois de descobrir-se a origem da doença, deve-se então encontrar seu agente causador, ou seja, a substancia a qual o indivíduo é alérgico. Esta identificação é feita através de uma avaliação médica, e para uma melhor confirmação, podem ser feitos testes cutâneos que identificarão os antígenos causadores desta alergia, que provocarão reações como edemas localizados, sinalizando desta forma a hipersensilidade a esta sustância.
  • Em seguida, deve-se eliminar ou reduzir a exposição à sustância (dependendo do caso) que desencadeiam essa reação.
  • O uso de uma medicação adequada também é necessária para controlar a alergia.
  • Existem ainda as imunizações, que são feitas através de uma série de vacinas que irão inocular uma série dosada do antígeno, com o objetivo de provocar uma dessensibilização, ou seja, seu organismo passará a não mais reconhecer aquela sustância como um antígeno e assim não haverão mais manifestações alérgicas. Este processo, todavia, é ainda ineficiente para os casos de alergia alimentar onde a única forma de se tratar é a eliminação do alimento da dieta.
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