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Como sabemos, nossa respiração é sempre feita em dois estágios: a
inspiração e a expiração. A velocidade do ar respirado varia muito com
nossa atividade corporal e com a nossa constituição. Quando em repouso respiramos devagar ao contrário de
quando em atividade agitada, como quando corremos ou fazemos algum outro
esporte.
Claro que um adulto respira uma quantidade de ar bem maior do que um bebê já que
seu pulmão tem maior capacidade.
A capacidade de soprar (as velinhas do bolo de aniversário, por exemplo)
depende de cada pessoa, principalmente da sua idade e da sua condição
física. Esta capacidade pode muito bem ser observada quando se brinca
de zarabatana, quem ainda não o fez? Lembra-se daquelas
histórias de índios em algum lugar exótico da Amazônia, caçando com um tubo
comprido e flechas com pontas envenenadas? E as crianças com os
tubinhos de refrigerantes ou o corpo da caneta esferográfica atirando
bolinhas de papel... No ato de soprarmos uma zarabatana,
tentando atirar o dardo o mais longe possível, estamos expelindo o ar com a
maior vazão que podemos. Esta vazão máxima é nosso Pico de Fluxo Expiratório
(PFE)
naquele momento.
Apesar do Pico de Fluxo Expiratório variar para cada um, existem tabelas que mostram o
valor médio deste pico em função da nossa idade, altura e sexo.
Se desejar saber o valor normal esperado do seu PFE
clique aqui e veja uma destas tabelas.
Como exemplo, se você é mulher, tem 45 anos, aproximadamente
1,65 de altura, segundo esta tabela, espera-se que você possa soprar sua
zarabatana com uma vazão de 430 litros por minuto.
Se for uma atleta provavelmente poderá superar esta marca. Se não
conseguir, não se preocupe, muita gente não consegue, como dito, depende
muito da constituição. O importante é saber que você tem um Melhor
Valor Pessoal, aquele que pode ser medido quando você estiver bem de saúde, sem
crises respiratórias.
Observações médicas cuidadosas mostraram um fato de
extraordinária importância para os asmáticos:
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O Pico Expiratório dos
asmáticos, muito frequentemente, diminui antes que outros sintomas da asma se tornem
evidentes. Esta antecipação pode ser de horas ou mesmo de um ou dois dias.
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Portanto, a medição freqüente do PFE pode revelar a
aproximação de uma crise e permitir ao asmático adotar medidas preventivas
para minimizar ou mesmo evitar os efeitos do episódio.
Existem no mercado diversos tipos de Medidor de
PFE que
são tão úteis para o asmático quanto o termômetro ou o medidor de pressão são
para outras doenças. Clique nas figuras para conhecer mais detalhes dos
aparelhos
Se for o seu caso, ou o do seu filho, consulte um médico para obter as
orientações necessárias. Ele poderá lhe recomendar um medidor de PFE, como usá-lo, com que freqüência ou em que situações e ainda como
obter o seu Melhor Valor Pessoal.
Como orientações gerais, veja o que diz o
Peak Flow Learning
Center do National Jewish Medical Center:
1 - O que é
um medidor de PFE ?
É um pequeno aparelho, fácil de
usar, para medir o valor máximo (pico) da vazão de sua expiração – um valor
que significa quão rápido você pode soprar depois de o máximo de
inspiração. Ele revela como os seus pulmões estão trabalhando. Este valor é
muito importante para você e para o seu médico.
Quando você acompanha
diariamente ou regularmente o valor do PFE você pode
identificar uma diminuição deste valor e tomar as providências para
prevenir uma crise de asma. Os valores do PFE juntamente com
outros sintomas da asma são importantes para decisões sobre o tratamento da
asma.
Se houver um acompanhamento
do PFE regularmente,
o seu médico poderá estabelecer um plano de tratamento da asma, contendo as
providências a serem adotadas sempre que houver uma queda do valor do
pico expiratório.
2 – Quem
precisa de um medidor de pico de fluxo expiratório?
Adultos e crianças (maiores de 5
anos) que usam medicação para asma diariamente ou com muita freqüência.
3 - O
que é meu “Melhor Valor Pessoal” - como obter seu valor?
O maior valor
regularmente soprado é o seu Melhor Valor Pessoal. Este valor é conseguido
registrando os valores do PFE durante duas semanas logo pela
manhã, antes de tomar qualquer medicamento e ao entardecer quando a sua
asma estiver sob controle.
Uma vez conhecido o seu
Melhor Valor Pessoal pode ser útil para você e para o seu médico usar os
valores obtidos nas medições. Os valores obtidos poderão ser melhor
avaliados comparando-os com as “faixas” de
tratamento. Estas faixas o ajudarão a decidir o que fazer quando você
perceber mudanças. O sistema de faixas pode ser imaginado como os sinais de
trânsito.
4- O
sinal de trânsito do asmático
Se o seu
Melhor Valor Pessoal for, por exemplo, de 380 litros/min, 80% de valor
será 304 litros/min e 60% será 216 litros/min
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VALOR MEDIDO DO PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO |
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SUPERIOR A 80% DO MELHOR VALOR PESSOAL
Tudo está bem e você poderá continuar com sua vida normal
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ENTRE 60% E 80% DO MELHOR VALOR PESSOAL
Use a medicação de emergência indicada pelo médico. Espere 20 a
30 minutos e faça nova medição do pico. Se voltar a ficar acima
dos 80%, acompanhe o valor do pico a cada 4 horas por um dia ou mais.
Se não voltar a normalidade ou se precisar usar a medicação
freqüentemente, informe o seu médico. |
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INFERIOR A 60% DO MELHOR
VALOR PESSOAL
Considere isto uma emergência. Tome a medicação e procure seu
médico ou vá para um hospital. |
Muito importante:
seu medidor é somente um aparelho de ajuda.
Outros sintomas também devem ser considerados nas decisões a serem
adotadas.
Confie e siga sempre as orientações do seu médico. |
5 – Como usar o medidor de PFE?
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1. Sente-se com o corpo
ereto
2. Zere o aparelho
3. Inspire profundamente
4. Coloque a boca no bocal do aparelho selando bem os lábios
5. Sopre o mais fortemente que puder (um único e rápido sopro - zarabatana!)
6. Repita o processo mais duas vezes
7. Escolha o maior dos três valores obtidos
8. Anote este valor no seu diário ou em um gráfico. |
6 –
Com que freqüência usar o medidor de PFE?
O medidor de pico deve
ser usado uma vez ao dia (de manhã ou ao entardecer) se os valores não
variarem muito. Quando você estiver indo bem, pode ser usado duas vezes
durante a semana e uma vez no final de semana.
Sugere-se medir mais
freqüentemente quando você:
Começar a
acordar durante a noite com sintomas de asma
Está tendo
mais sintomas de asma durante o dia
Tiver uma
infecção respiratória (um resfriado ou gripe)
Quando você está doente ou tiver sintomas de asma, use o medidor duas vezes
ao dia (de manhã
e ao entardecer)
Quando tiver
que usar o medicamento de emergência, prescrito pelo seu médico para alívio
rápido dos sintomas da asma. Se puder, meça o seu Pico antes de tomar o
medicamento e também 20 a 30 minutos mais tarde.
7 –
Como registrar os valores das medições?
Anote os valores do PFE em uma tabela ou em um diário. É sempre preferível que você
tenha um diário somente para este uso.
Tenha certeza de
escrever todos os valores que sejam diferentes das suas medições normais.
Anote a data, o horário
e o valor medido. Também anote qualquer mudança em como você estiver se
sentindo ou mudanças na medicação. Liste qualquer coisa que você ache que
está piorando a asma.
Mostre este diário ao
seu médico sempre que fizer uma consulta.
8 –
Quais são alguns sinais que minha asma está piorando?
Além de medir o PFE freqüentemente, você precisa observar os primeiros sintomas da
crise de asma. Estes sinais são:
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Nariz escorrendo
Fadiga
Coceira na garganta
Dor de cabeça
Tristeza
Tosse ou chiado quando fizer algum exercício
Acordar a noite ou muito cedo com tosse ou chiado
Respiração rápida
Irritabilidade |
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No caso
de bebês, observe se ficam inquietos ou não querem comer. Podem
tossir quando choram, fazendo ruídos ou respirando com chiados quando
estiverem dormindo.
Respiração rápida com dificuldade de engolir, preferindo sentar a ficar deitado.
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Vantagens com o uso do
Medidor de PFE
Evitar crise: As medições diárias
permitem acompanhar o que está acontecendo com o paciente. Este nem sempre
percebe que uma crise se aproxima. Desta forma, é possível evitar
hospitalizações, doses emergenciais ou mesmo conseqüências mais graves.
Economia: Como o Medidor de
PFE é um instrumento que impõe disciplina, é provável que promova
uma maior adesão do paciente ao tratamento prescrito. Além disso, a
informação inequívoca, registrada ao longo de algumas semanas, é um
parâmetro objetivo, com o qual o médico pode optar sem receio por uma
redução das doses. Evitar hospitalizações é outra forma de economia,
sem dúvida, a mais significativa delas.
Eficácia da Comunicação Médico-Paciente:
A partir das anotações contidas na tabela ou no diário do paciente, seus relatos
ao médico do que aconteceu durante o período entre consultas tornam-se mais
lógicos e úteis, pois passam a ser um complemento e não o todo do que o
médico dispõe para tomar decisões vitais para o tratamento. A
comunicação torna-se mais objetiva, as consultas mais rápidas e menos
traumáticas. |
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